De forma resumida a lenda revela que num certo dia, no município de Valença Em uma localidade chamada “Jatobá”, chegou com um beato A sua pregação habitual de Fé e convenceu um vaqueiro um segui-lo até um morro próximo, dando-lhe um cavador de Madeira mandou-lhe cavar a rocha bruta, mas o vaqueiro incrédulo somente ficou olhando e esperando o retorno do beato, que tinha descido o morro até um mato próximo, trazendo logo após uma cruz de 1,50 m por 80 cm, feita de “pau de Chapada”, uma uma árvore muito comum na região e abundante. Ao chegar e perceber que nada fizera o vaqueiro, velho “o” traçou o círculo com um dedo na Pedra, sacando com a mão uma pedra do Buraco, onde colocou uma cruz e disse ao vaqueiro que “… por sinal aquele, aconteceriam um dia maravilhas “(MENDES, s / d, p.6). Depois disso desceu o morro e já próximo ao rio São Nicolau, mostrou-lhe uma nascente de água, desconhecida na região e disse “… por aquela água, até milagres ali haveria de acontecer “(MENDES, s / d, p.6).
Depois desse acontecimento, segundo a tradição oral, o vaqueiro teria voltado um seu cotidiano “normal”. Tempos depois, um adoeceria sua filha e apesar de todas as rezas e Remédios não mostrava sinais de cura, lembrando da nascente d’água e conseqüentemente das advertências do Beato, levou a criança para o local escolhido por aquele. Ao Banha-la e fazê-la beber da água aconteceu uma cura imediata, fazendo com que o acontecimento se espalhasse pelo sertão e, desde então, como romarias foram se formando sem intuito de presenciarem os milagres acontecidos naquela região.